Vicentinos tomam posse em Sarzedas, Santo André das Tojeiras e Nossa Senhora de Fátima

Foto: Jornal Reconquista.


A chegada dos novos sacerdotes, primeiro a Sarzedas e depois a Santo André das Tojeiras, aconteceu na tarde de domingo, com a presença do bispo D. Pedro Fernandes.

A paróquia de Nossa Senhora de Fátima, na cidade de Castelo Branco, voltou a acolher uma congregação, quase dois anos depois da saída dos Redentoristas. A decisão fez parte das primeiras nomeações pastorais de D. Pedro Fernandes enquanto bispo de Portalegre-Castelo Branco, funções que iniciou em novembro de 2025. Castelo Branco recebeu assim uma comunidade da Congregação da Missão, de São Vicente de Paulo, que segundo o documento divulgado pela diocese em junho deste ano passou também a assumir a responsabilidade pastoral em Santo André das Tojeiras e Sarzedas. O padre Suresh Praban Siluvayya será o pároco, tendo o padre António Martins como vigário paroquial e a colaboração pastoral do diácono Vilarino Calisto. Em Castelo Branco cerimónia idêntica decorreu sábado, dia 0, na paróquia de Nossa senhora de Fátima.

Para o bispo, que agradeceu o trabalho e a dedicação dos antecessores, “estamos gratos aos padres vicentinos por terem aceitado esta missão”. D. Pedro Fernandes realçou que a Igreja “não tem dono, o único protagonista da missão é Jesus Cristo (…) temos muitos órgãos que fazem um só corpo e os problemas podem começar quando algum desses órgãos começa a querer funcionar sozinho”.

Não é a primeira vez que o prelado alude a esta questão, pelo que fez questão de reiterar que “o padre vem para ajudar a encontramo-nos com apalavra de Deus, ajudar a viver a oração, os sacramentos, a eucaristia para que todos sejamos Igreja”. Falou das dificuldades que hoje a diocese enfrenta com apenas cerca de 60 sacerdotes e apelou a todos que ajudem, “pois, o grande desafio é saber como nos organizamos, na catequese, na liturgia, nos serviços sociais (…) a Igreja somos nós, a missão é a nossa vida”.

Os recém-chegados tomaram a palavra para se apresentarem e realçar que chegam “de coração aberto”, prontos “para ouvir, aprender e caminhar juntos com estas comunidades”, como frisou Suresh Praban Siluvayya que desde a ordenação em 2014 já passou pela Índia e por Angola, experiências que o marcaram profundamente.

António Martins aludiu por seu lado ao facto de “a Igreja ser história, mas ser sobretudo as suas pedras vivas”, enquanto Vilarino Calisto, na sua primeira missão pós seminário, deu nota de que quer “aprender convosco, disponível para vós e para os desafios, porque temos de caminhar juntos”.

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