MCC: ENCONTRO DE "REUNIO DE GRUPO E ULTREIA"

Realizou-se no dia 10 de maro, na Casa Diocesana em Mem Soares, um Encontro de "Reunio de Grupo e Ultreia" para os Cursilhistas da Diocese de Portalegre-Castelo Branco, promovido pelo Secretariado Diocesano e orientado pelo Secretariado Nacional do Movimento dos Cursilhos de Cristandade. Reuniu cerca de 90 cursilhistas das Dioceses de Portalegre-Castelo Branco, Guarda e da Arquidiocese de vora.

Os trabalhos iniciaram-se com a Eucaristia presidida por D. Antonino Dias e concelebrada pelos Padres Adelino Cardoso, diretor espiritual do M.C.C. da Diocese de Portalegre-Castelo Branco e João Fernando, assistente espiritual Nacional do Movimento. 
Durante a homilia, o padre Adelino falou da importância da Intendência individual e comunitária, que “é um alimento indispensável nos cursilhos. É muito importante rezarmos uns pelos outros e sentirmos, através da Oração, as Graças que vão operando em cada um de nós, nos novos e até na própria equipa de dirigentes”, disse o Assistente Espiritual Diocesano. 
Seguiram-se as boas-vindas dadas por Saúl Quintas e Lucília Miguéns, respetivamente Presidentes do Secretariado Nacional, e do Secretariado a nível da Diocese. 
No rolho Preliminar, Saúl Quintas referiu que “os Grupos e as Ultreias são necessários para conviver e partilhar a vida e a Fé e pelo compromisso e acção fermentarmos os nossos ambientes”. Depois falou da importância deste Encontro devido à necessidade de refletir como “está a vida dos cursilhos na Diocese, respeitando sempre cada um” e da importância de “continuar a descobrir e a redescobrir que Deus me ama e espera de mim entusiasmo, entrega, e espírito de Caridade”. O objetivo do encontro é, sobretudo, o de “aprofundar experiências, (re)encontrarmo-nos connosco, com Cristo e com os irmãos centrados sempre no Tripé: Piedade, Estudo e Acção.
Orlando Silva, da Arquidiocese de Évora, falou de “Testemunhos e Vivências”, da importância da Vida de um cristão cursilhista consciente, da presença crescente de Deus na sua vida, vivida em liberdade e anunciada aos irmãos. Mais disse que “é importante aceitar-se como é e não comparar-se a A,B ou C, pois todos deveremos ter consciência das nossas limitações. Por isso e para isso, é também importante ter o tripé bem estruturado na nossa vida. Seria ponto de reflexão para cada um: “Estou a querer que Jesus faça em mim a Sua vontade ou quero que Ele faça a minha?” 
E concluiu: “O nosso testemunho deve ser sempre coerente dentro e fora da Igreja”. 
Seguiu-se, então, um espaço de reflexão individual sobre a nossa relação pessoal com Deus e com os irmãos.
No Rolho “Reunião de Grupo”, Saúl Quintas salientou que “ A Reunião de Grupo não é um prestar contas da sua vida mas sim um momento de partilha, um momento sempre próximo de Cristo. É fazer crescer e viver uma amizade levada ao transcendente.
 É um caminho para seguirmos Cristo e, para isso, necessitamos de o fazer juntos, de nos unir para assim sermos mais testemunho e fermento nos nossos ambientes. Sozinhos esmorecemos; temos necessidade de estar em Grupo, de partilhar da mesma vivência de outros irmãos que já passaram pela experiência de um cursilho de Cristandade. 
Por isso a grande importância de se formarem grupos.
Mas para o seu bom funcionamento, por base estão quatro condições fundamentais: regularidade, sigilo, sinceridade e seriedade. 
Muitas vezes estes não funcionam porque são mal constituídos logo de início e vão decaindo até terminarem. A base está na aceitação do outro tal e qual como é tentando compreender que todos falhamos mas que temos vontade de mudar”. 
Depois, em pequenos grupos, cada um pôde refletir o que se faz em cada canto da sua Diocese e tentar criar ou (re)criar o “seu grupo”.
Seguiu-se um animado e saboroso almoço onde a alegria e o espirito cursilhista foi uma constante. Aproveitamos a oportunidade de estarmos juntos para darmos os parabéns ao nosso Diretor espiritual que há dois dias vivera o seu dia de aniversário e…é sempre tempo de festejar a vida e dar graças por ela!  
Após o almoço, no Rolho “Ultreia”, Lucília Miguéns falou da importância, do porquê e do para quê da Ultreia genuína. Esta tem como objectivo “viver-se o cristianismo em unidade animando-nos uns aos outros. É a reunião das reuniões de Grupo, onde se promove o crescimento na vivência do fundamental cristão, impulsionando e comprometendo-se no meio ambiente onde se está inserido. Frisou que o rolho na Ultreia deveria ser sempre vivencial: como é que a Palavra do Evangelho está dentro de mim e como a ponho em prática. 
Seguiu-se depois uma demonstração de Ultreia Vivencial pelo casal Paulo e Vera Lourenço, um dos casais que, vindo da Arquidiocese de Évora, aqui viveram conosco neste dia. O Paulo e a Vera, generosamente, partilharam um pouco da sua vida, como viveram o seu cursilho e o que tiveram de enfrentar para não decair, salientando a importância do Grupo na sua vida. 
Houve depois espaço para ressonâncias, avisos e, por fim, o enquadramento espiritual do encontro, onde D. Antonino referiu: “é muito importante ir à fonte desde a sua fundação, ao carisma do cursilho, esperando que o futuro seja melhor. É dos poucos movimentos que faz com que as pessoas se comprometam e dêem sentido à vida, à Fé. Devem investir para ajudar os outros a serem felizes”. 
O padre João Fernando, Assistente Espiritual do Movimento a nível Nacional, referiu que “nesta Ultreia deu-se muita importância à amizade na reunião de grupo e se queremos mesmo ser amigos devemos arriscar. E é esta amizade/amor que Cristo nos tem que devemos levar aos outros. “Vê como eles se amam”, deve ser este o nosso primeiro testemunho e devemos levá-lo aos outros.
O encontro terminou diante do Sacrário em acção de graças pelo mesmo e com leitura das intenções que cada Reunião de Grupo partilhou.
Sandra Ribeiro 

Colaborador