D. Antonino participa na Assembleia Plenria da CEP

"Em vez de nos perguntarmos porque que Deus permitiu tudo isto, melhor ser perguntarmo-nos sobre o que que podemos fazer com tudo isto que nos acontece."
D. Antonino Dias

 
Fátima, 13 nov 2017
No discurso de abertura, o presidente da CEP (Conferência Episcopal Portuguesa) falou das
“graves e gravosas circunstâncias que afetaram e afetam o nosso país, entre os incêndios e a seca, com tantas perdas de vidas e danos materiais de toda a ordem, temos de rever profundamente a nossa relação com o meio ambiente”, afirmou D. Manuel Clemente.
 
“É tempo de nos sentirmos parte consciente e responsável duma criação que há de ser tomada como um todo e assim mesmo respeitada nos seus ritmos e sinais”, afirmou o cardeal-patriarca de Lisboa na abertura dos trabalhos da Assembleia Plenária da CEP, que decorre até ao dia 16.
 
A este propósito vale a pena (re)ler o que D. Antonino, no dia 25 de julho, escreveu.
 
D. Manuel Clemente defendeu a concretização de uma “ecologia integral”, “a que o Papa Francisco dedicou a encíclica Laudato si’, de imprescindível receção teórica e prática”, que só acontece mediante a capacidade de “respeitar a natureza, proteger a vida e atender aos pobres”.
 
O presidente da CEP referiu-se aos recentes incêndios em Portugal afirmando que “reforçaram tragicamente” o apelo deixado pelo episcopado numa Nota Pastoral do dia 27 de abril deste ano, onde se diz que a natureza é mais do que “uma simples fonte de utilidade e rendimento económico”.
 
O cardeal-patriarca de Lisboa disse depois em relação à “proteção da vida humana”, da conceção à morte natural, que o “caminho é claro e obrigatório” e saudou “quantos dão o seu melhor para defender e promover a vida em todas as suas fases”, lembrando o documento da CEP sobre a eutanásia, de 8 de março de 2016.
 
No discurso de abertura da Assembleia Plenária da CEP, D. Manuel Clemente referiu-se também ao Dia Mundial dos Pobres, promovido por iniciativa do Papa Francisco a 19 de novembro, pedindo que seja acolhido “ativamente” nas “comunidades e na sociedade em geral”.
 
Ao iniciar os trabalhos da reunião magna do episcopado português, o presidente da CEP lembrou os bispos falecidos recentemente, D. Manuel Martins e D. António Francisco dos Santos, afirmando que “ambos deixam uma saudade preenchida pelo grande exemplo de amor à Igreja e de atenção a todos”.
 
D. Manuel Clemente desejou a D. José Traquina, escolhido pelo Papa para bispo de Santarém, as “maiores felicidades no seu novo trabalho” e disse que aguarda “serenamente” as nomeações episcopais para as outras dioceses de Portugal.
 
“Serenamente esperamos as nomeações episcopais que o Papa Francisco irá fazendo a seu tempo para outras Dioceses, por motivos de idade ou de saúde dos seus atuais prelados”, afirmou.
 
O presidente da CEP disse também que a assembleia do episcopado vai analisar a formação em curso nos seminários, as orientações relativas à preparação para o matrimónio, “à luz da exortação apostólica pós-sinodal Amoris Laetitia” e “preparação da próxima assembleia do Sínodo dos Bispos sobre ‘os jovens, a fé e o discernimento vocacional’”.
 
“Ontem como hoje, nomeadamente quanto à família e à juventude, as propostas evangélicas mantêm plena verdade e requerem igual decisão”, concluiu D. Manuel Clemente.
 
A Assembleia Plenária da CEP termina no dia 16, em Lisboa, com a inauguração das novas instalações da Conferência Episcopal Portuguesa.
 

com ecclesia