Semana Santa em Marvo

 
 
Após muitos anos sem quaisquer cerimónias alusivas à Semana Santa, Marvão e o Concelho conseguiram, finalmente, com o Pároco, P. Marcelino, viver o Tríduo Pascal na Igreja Matriz de S. Tiago.
Assim, o Domingo de Ramos assinalou solenemente o início da Semana Santa.
Após a bênção dos ramos na Igreja do Espírito Santo, seguiu-se em procissão para a Matriz, tendo, inclusive, um jovem sentado num jumento, símbolo da humildade, assinalado a entrada de Jesus em Jerusalém, aclamado pela multidão com ramos de oliveira e de palmeira, como o Messias.
No Domingo, quinto da Semana Santa, celebrou-se a Procissão do Senhor dos Passos que percorreu as ruas de Marvão.
Este foi também o Passo no qual Jesus encontrou a Mãe, regressando, a procissão, como antigamente, à Igreja do Calvário.
Na Quinta-feira Santa, à tarde, em Marvão, manteve-se a prática da bênção do pão e foram lembrados os gestos de Jesus durante a Última Ceia: a Instituição da Eucaristia, o Lava-pés, com um Grupo de Jovens do Concelho e a Instituição do Sacerdócio. Tendo havido, no final, a Procissão Eucarística com tempo de Adoração e Confissões.
Sexta-feira Santa, celebrou-se a Paixão e Morte de Jesus, com a Liturgia da Palavra, a Adoração da Santa Cruz e a distribuição da Sagrada Comunhão, seguindo-se a Procissão do Enterro do Senhor que contou, pela primeira vez, com a presença de 100 Nazarenos Encapuçados, vindos de todo o concelho de Marvão.
Os Nazarenos são pessoas que fazem ou não, parte de confrarias, formam os cortejos das procissões carregando círios acesos ou insígnias e uma cruz de madeira, cobertos por uma túnica e com o rosto coberto por uma “máscara” e um capuz.
Diferem dos penitentes porque estes não se cobrem com o capuz e caminham logo atrás da imagem de Cristo; são membros das confrarias e estão cumprindo um autêntico ato de penitência, carregando uma ou duas cruzes de madeira, fazendo, normalmente, todo o percurso descalços e, quase sempre, para cumprir uma promessa ou um voto.
No Sábado Santo, o Concelho de Marvão, em comunhão com a toda a Igreja viveu o silêncio do Sábado Santo, preparando-se, assim, para a celebração da Vigília Pascal, na Igreja de S. Tiago, de forma intensa, festiva e alegre, da Ressurreição do Senhor, tendo havido 2 Batismos, a bênção do lume, a procissão com o Círio, a bênção e a aspersão de água sobre os fiéis e a “chocalhada” durante o Hino de Glória.
Ressuscitou! Ressuscitou!
Aleluia! Aleluia!
 
No final, seguiu-se, também, pela primeira vez, uma animada e muito participada chocalhada, pelas ruas da vila, anunciando a todos(as) a Alegria de Jesus Ressuscitado.
Após esta longa Caminhada, chegámos ao Domingo de Páscoa, sem dúvida, uma das datas maiores do calendário cristão; o acontecimento mais importante da humanidade: a redenção e a libertação do pecado da humanidade pelo Filho de Deus.
Pois, Jesus Cristo, ao celebrar a Páscoa, não libertou apenas um povo, uma nação isolada, mas o mundo inteiro.
E, porque Páscoa é Amor, que Jesus Cristo ressuscite no coração de cada um de nós e que seja renovada, em todos, a esperança de um mundo melhor.
 

Rufina Garcia