LEIGOS MANDATADOS PARA ACOMPANHAR FUNERAIS CATLICOS


   O número de leigos comprometidos nas tarefas pastorais da nossa diocese tem sentido um notório e saudável crescimento. Tudo vai acontecendo graças às orientações e trabalho dos meus antecessores e dos párocos sempre atentos e zelosos. A colaboração dos leigos nas Celebrações Dominicais na Ausência do Presbítero (MECDAP) é já indispensável e preciosa, apelando nós, sempre, à dignidade das celebrações e à formação de quem as orienta, tornando esse apelo extensivo, e sempre reiterado, aos Ministros Extraordinários da Comunhão (MEC). Várias paróquias, porém, também com acordo dos Bispos anteriores e de mim próprio e com a abertura crescente dos párocos e das comunidades, têm vindo a fazer caminho preparando leigos que já orientam e moderam a celebração de funerais. Esta necessidade pastoral de termos leigos preparados para orientar funerais tem-se tornado cada vez mais necessária e urgente. Para que possamos acompanhar o processo e sintonizar no modo de proceder, sentimos necessidade de formular algumas Orientações Pastorais que levem à preparação daqueles fiéis leigos que, sendo já Ministros Extraordinários da Celebração Dominical na Ausência do Presbítero (MECDAP) possam ser por nós mandatados para orientar, se necessário, a celebração de Exéquias.
   Exercerão este serviço não por iniciativa própria, não de uma forma geral, nem tampouco a pedido das Agências funerárias. Fá-lo-ão, apenas e só, a pedido do pároco, ad casum, e se, de facto, não houver outro ministro ordenado. Mesmo quando delega, o pároco é sempre o primeiro responsável pela beleza e dignidade da celebração. É ao pároco que compete a realização dos funerais (cân. 530, 5º) e o momento da morte e das Exéquias pode constituir uma das mais oportunas ocasiões pastorais para um encontro direto do pároco com pessoas que habitualmente não frequentam. Hoje mesmo são tornadas públicas tais Orientações Diocesanas, seguindo de perto experiências e orientações de outras dioceses, sobretudo do Patriarcado de Lisboa. Peço que, tanto quanto for possível, sejam dadas a conhecer às comunidades cristãs, refletidas nas reuniões dos grupos paroquiais e anotadas as achegas que achem oportuno dar para que, a seu tempo, possam ser melhoradas.
   Até ao fim do corrente ano, o pároco escolherá os candidatos de entre os que já são MECDAP e apresentá-los-á para que possam iniciar o processo de formação em conformidade com os critérios por nós definidos em comunhão com o Secretariado Diocesano de Liturgia. Nestes critérios se prevê não só a formação inicial mas também a formação permanente. Será de importância capital que quem já prestaeste serviço ad experimentum não falte à formação que irá ser anunciada: a partilha da sua experiência será enriquecedora para a formação de todos. Desejamos que esta ajuda pastoral, em momento tão delicado na vida das famílias, seja prestada com a maior dignidade e proveito espiritual e evangelizador. A indigitação e formação inicial dos candidatos culminará na nomeação dos mesmos para um mandato de três anos, podendo ser renovável.
   Sejam escolhidos fiéis que, tendo em conta a sua formação e fisionomia própria de cada comunidade, se preveja que serão bem aceites no exercício deste ministério.
   Portalegre, 11 de novembro de 2014.
 
 
Antonino Eugénio Fernandes Dias
Bispo da Diocese de Portalegre - Castelo Branco
 

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