1 Tema - Igreja diocesana, que dizes de ti mesma?

 

A Igreja pode ser vista, por qualquer pessoa, de muitas e diversas perspectivas: histórica, sociológica, política, espiritual, filantrópica! Mas, para um cristão, baptizado, crente, a Igreja não se reduz a nenhuma delas. Aliás, identificá-la em exclusivo com qualquer uma dessas possibilidades seria, de facto, resumi-la e, sobretudo, reduzi-la, não a conhecendo pelo que lhe é essencial.
 
Para um cristão, a Igreja é uma comunidade de crentes, baptizados, e, claramente, um mistério de fé. É a comunhão dos que respondem ao chamamento de Jesus Cristo. E, por isso, Igreja é convocação. Existe em milhares de pequenas comunidades, porção de todo o Povo e não apenas parcela, e existe como Igreja Universal, a comunhão da totalidade, a catolicidade da comunhão em torno do Colégio episcopal (Bispos) presidido pelo Sucessor de Pedro. Assim, na diversidade, a Igreja é una e, sendo um Povo de baptizados, ela é sinal e sacramento de Jesus Cristo, a Luz dos Povos.
 
Uma Diocese, mais do que apenas uma circunscrição jurídica ou geográfica, mais do que apenas um aglomerado de pessoas, é uma experiência de comunhão em Jesus Cristo, uma porção do Povo de Deus onde estão presentes todas as notas identificativas da Igreja (Porção do Povo de Deus, Bispo em comunhão com o Colégio Apostólico, Presbitério em comunhão com o Bispo, Evangelho, Eucaristia – una, santa, católica, apostólica).
 
O Sínodo coloca-nos hoje a pensar sobre o que diz de si mesma a nossa Igreja diocesana. Uma avaliação do desempenho, como pede a presente interrogação, não se faz apenas com a conjugação de opiniões ao estilo de “eu acho que ... sim” e outro “acha que ... não”! Uma avaliação do desempenho conduz-nos antes de mais ao encontro da identidade da Igreja, a sua natureza e a sua missão. E a avaliação do desempenho pede, precisamente, que consigamos ver e perceber se estamos a viver quotidianamente essa identidade e missão da Igreja ou se estamos e andamos dispersos por outras possibilidades.
 
Se a natureza da Igreja se define pela fé em Jesus Cristo que realiza comunhão e comunidade e se a sua missão é ser sinal e sacramento de Jesus Cristo, em termos práticos como tem acontecido isto na vida da nossa Diocese? O que se tem feito e se projecta fazer, actividades, celebrações, formação, vida cristã, vocações, movimentos, vida paroquial, secretariados, esforços e contribuições, todas as actividades, tudo isso resiste e responde à exigência que, coerentemente, surgem da natureza e da missão específicas da Igreja?! Ao limite a interrogação far-se-ia da seguinte forma: temos tentado, de forma encarnada e realista, partindo do mistério da fé, construir a Igreja de Jesus Cristo que chama a humanidade à comunhão consigo e à salvação ou temos apenas colocado em prática desejos humanos de realização pessoal e enquadramento sociológico? O que nos move transcende-nos e, por isso, motiva-nos à descoberta de nós próprios e à confiança em Deus e na humanidade ou o que nos move tem apenas a ver com o “gosto” pessoal, o sabor subjectivo dos enquadramentos sociais, a afirmação de nós próprios? Diante de tudo o que o prato do quotidiano existencial nos serve, qual a novidade (em termos de fé e de sentido, de esperança, de caridade) que já sentimos nas nossas vidas por sermos cristãos e por termos fé, por sermos Igreja? 
 
O mundo e a vida não se podem ver nem dividir apenas a duas cores. Mas quem distingue acaba por confundir. E se, mesmo no meio da experiência evidente da imperfeição (por condição não lhe conseguimos fugir), não colocamos as interrogações sobre a possibilidade de perfeição e santidade, então nunca progredimos em sentido nenhum. Quem não tem ideais não encontra caminhos de construção, quem não vê para além de si mesmo e da sua situação, não se sente chamado a nada, quem não sabe para onde quer ir não encontra nunca ventos favoráveis.
 
A história e a experiência da nossa Igreja diocesana hão-de falar de muita coisa. Alegrias e esperanças, angústias e tristezas. É bom sabermos quem somos e de onde vimos para podermos descobrir para onde temos de ir. E então, depois de perceber o “para onde” e o “para quê” dos nossos rumos e trabalhos, interiorizar a validade existencial e teologal do projecto, empreender esforços, colocar no terreno os meios e os instrumentos, adequar as estruturas, crescer na valorização pessoal e da experiência comum, celebrar e ... continuar a crescer!
 
Questões de reflexão:
 
1.      O que é a Igreja Católica e quais as suas notas identificativas numa Diocese?
2.      Quais os momentos e dinamismos mais fortes da história de vida e de percurso da Igreja diocesana de Portalegre-Castelo Branco? Datas, pessoas, aconteci-mentos, movimentações e dinamismos.
3.      Numa Diocese com a realidade humana, eclesial e social como a nossa (desertificação e migração, falta de vocações de consagração, dispersão de meios, compromisso cristão), quais os desafios que se vislumbram em termos de fé e evangelização, vivência cristã e testemunho, com unidades cristãs e transmissão da fé? Existe adequação da proposta eclesial (linguagem, meios, actividades) aos tempos actuais?
4.      Elabore um conjunto de propostas que, entre os cristãos, ajude a valorizar a perspectiva da Igreja como comunhão.

 

 

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