A Orao Sinodal que rezamos

A Igreja: somos um Povo reunido em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Significa que não nos unimos nem nos reunimos apenas por nossas forças, nosso interesse e nosso gosto pessoal, mas que Deus é a força da nossa reunião e a força da nossa unidade. Convocados e chamados por Deus, reunimo-nos e fazemos comunhão.
O Pai que nos criou, o Filho que nos remiu e o Espírito que nos santifica são um único e mesmo Deus que, de diversas formas, em momentos diferentes da história dos homens, por meios diversificados, Se revela e constrói com a humanidade uma história de salvação.
 
Pela revelação sabemos que Deus se manifesta na história, mediante as suas intervenções salvíficas, e na criação mediante as suas obras. A estas duas manifestações corresponde no homem a capacidade de O conhecer mediante a fé e mediante a razão.
 
É assim que "O mistério da Santíssima Trindade é o mistério central da fé e da vida cristã. É o mistério do próprio Deus. É, portanto, a fonte de todos os outros mistérios da fé, e a luz que os ilumina. É o ensinamento mais fundamental e essencial na 'hierarquia das verdades da fé'. Toda a história da salvação não é senão a história do caminho e dos meios pelos quais o Deus verdadeiro e único, Pai, Filho e Espírito Santo, Se revela, Se reconcilia e Se une aos homens que se afastam do pecado."  (Catecismo da Igreja Católica, nº 324).
 
O Pai ama o Filho e dá-Lhe a sua Vida. O Filho, por sua vez, acolhe-Se do Pai e na relação de amor, que unifica e distingue, geram o Espírito de quem fazem dom de envolvência à humanidade. Cristo abre-nos a Porta do acesso a Deus e contagia-nos, através do Espírito, com o dom da sua relação ao Pai. Envolvidos assim no amor de Deus, por dom do Espírito, os homens e mulheres de todos os tempos aprendemos a ser e a viver como filhos de Deus no Filho Jesus Cristo.
 
Então, pela fé afirmada no baptismo como semente e fermento da semelhança com Deus, a humanidade sente-se acompanhada e a fazer história que é, decididamente, história de salvação. E se Cristo é Homem Humanidade em plenitude como é Deus, então Cristo revela-nos e ensina-nos o que é divino em cada pessoa humana. É por isso que, na vida cristã, cada passo, cada sentimento, cada empreendimento, cada gesto cristãos só alcançam o seu significado profundo quando em comunhão com Cristo e à luz do projecto do seu reino.
 
Um projecto humano de purificação da dedicação da vontade e da fidelidade a Deus como é um Sínodo diocesano só faz sentido à luz de Deus e da sua Palavra. É por isso que a oração do nosso Sínodo invoca, antes de mais, a capacidade e possibilidade de descobrir e acolher Deus revelado em Jesus Cristo como Caminho, Verdade e Vida. E porque os caminhos, as verdades e a vida nunca são estagnação, o primeiro desafio é acolher os sinais e os meios que possibilitam crescimento e progressão: a experiência de sentir chamado e da comunhão, a Palavra de Deus, o baptismo como dom, o alimento da Eucaristia, o perdão como novo e constante renascimento, a resposta vivencial como entrega confiante e testemunho do sentido da vida.
 
O que pedimos nesta oração é a clarividência, o discernimento, a força e capacidade para nunca relativizar nem desperdiçar os dons e os sinais de Deus. A maior parte das vezes entendemos a “hipocrisia” que Jesus aponta aos fariseus como uma falta moral activa. Mas, na realidade, ela é mais uma carência, uma incapacidade de discernimento e de decisão, uma falta de identidade e, por isso, uma falta de personalidade. O que pedimos é, portanto, a vivacidade dos dons em nós. Para que seja impossível não discernir entre o que vale e o que não vale nada.
 
Pessoal e individualmente cada pessoa tem uma opinião, até mesmo uma ideia. E se, a partir da suas opiniões, julgar todas as outras opiniões e/ ou ideias como adversárias da sua, então isola-se e desperdiça-se. Mas se olhar precisamente para a diferença como um desafio de crescimento e de valorização, um repto ao discernimento, então a comunhão ajuda a distinguir sem separar e a diversidade transforma-se em riqueza.
 
É isso que pedimos: disponibilidade e profundidade de leitura das realidades e dos sinais de Deus; comunhão como perspectiva de vida de fundo; ousadia, esperança, confiança e serenidade de quem se sente acompanhado por Deus; capacidade de testemunho da alegria cristã.
 
Questões de reflexão:
 
1.      Como pessoa, e nos grupos que constituo e integro, espontaneamente tenho mais facilidade em unir ou em separar? Sou espontaneamente agente de boas relações e sou capaz de motivar à confiança?
2.      Quais são, na vida do dia a dia dos cristãos, os sinais expressivos que evidenciam a sua fé?
3.      Quando sinto diferença e confronto entre as minhas perspectivas e os desafios do Evangelho de Jesus Cristo, normalmente por quais me defino e porquê?
4.      Acredito e colaboro com Deus no que lhe peço nas minhas orações?
5.      Elabore um conjunto de propostas para que os cristãos possam valorizar mais a oração.

 

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